UNE Destaca Protagonismo Estudantil em Momento Decisivo para a Democracia e Educação

© Rodrigo Matos/UNE

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, a preocupação com os rumos do país e os riscos iminentes para as instituições democráticas e a educação pública impulsionou uma nova mobilização do movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades, reafirmando seu compromisso com a democracia e a defesa intransigente da educação.

A Voz Estudantil em Defesa do Futuro Nacional

Em declaração à Agência Brasil, Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), sublinhou o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos recentes. Ela salientou a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos cruciais da política nacional, mencionando a resistência à ditadura militar, as campanhas pelas Eleições Diretas, os movimentos de impeachment e a oposição a governos. Borges alertou que o pleito atual não é apenas uma eleição, mas um divisor de águas para o futuro do país, temendo a ascensão de um governo autoritário, hostil à educação e propenso a retrocessos sociais.

Desafios e a Valorização da Educação Pública

A presidente da UNE apontou desafios concretos que afetam as universidades públicas, como o crônico subfinanciamento, a necessidade urgente de ampliar a assistência estudantil e a garantia de condições para que alunos de baixa renda consigam permanecer em seus cursos. Ela enfatizou a intrínseca relação entre a defesa da democracia e a valorização da universidade pública, visando a melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. A organização estudantil, segundo Borges, deve manter-se atuante para além dos períodos eleitorais, pois a participação coletiva é essencial para converter reivindicações em direitos concretos.

Relevância da UNE e a Liderança de Bianca Borges

A UNE reforça sua vocação de luta por direitos, educação, soberania e democracia, uma tradição desde sua fundação. Recentemente, a liberdade de expressão de entidades estudantis, incluindo a UNE, foi resguardada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE, que negou um pedido de censura a publicações de dirigentes. Bianca Borges, estudante de letras do IFSP, aos 25 anos, assume a presidência da UNE com uma sólida trajetória de liderança no movimento estudantil, iniciada aos 14 anos. Sua experiência inclui a presidência da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), onde liderou a resistência contra propostas de privatização e militarização do ensino, demonstrando o vigor e o engajamento da juventude na política nacional.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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