O partido Republicanos anunciou a oficialização da candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, revogando o veto anterior. A decisão veio acompanhada da comunicação do senador de que sua campanha será conduzida sem utilização de recursos provenientes do Fundo Eleitoral do partido.
Razões para a Reconsideração do Republicanos
A sigla justificou a mudança de posicionamento após o senador reconhecer equívocos no processo, apresentar formalmente desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas. Além disso, Cleitinho assumiu um compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim da disputa eleitoral.
Outros fatores cruciais para a reconsideração foram o expressivo desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação favorável de diversos setores da sociedade mineira à sua candidatura.
Anúncio Oficial e Proposta de Governo
A confirmação da candidatura foi realizada em Divinópolis (MG), reduto eleitoral de Cleitinho, em entrevista coletiva com a presença do presidente do Republicanos de Minas, Euclides Pettersen. Em suas redes sociais, o senador divulgou o slogan que norteará sua campanha: “Menos Estado e mais povo!”.
Liderança nas Pesquisas de Opinião
Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 28 de julho, aponta Cleitinho Azevedo como líder em todos os cenários de primeiro e segundo turno para o governo mineiro. No cenário mais amplo de primeiro turno, ele alcança 35% das intenções de voto, sendo seguido por Alexandre Kalil (PDT) com 12% e Patrus Ananias (PT) com 10%. O atual governador, Matheus Simões (PSD), figura em quarto lugar com 6%, enquanto Flávio Roscoe (PL) registra 2%.
Trajetória da Decisão: Entre Dúvidas e Reviravoltas
Apesar da liderança nas pesquisas, a decisão de Cleitinho de concorrer foi marcada por incertezas nos últimos meses. Ele não compareceu à convenção estadual do partido em 26 de julho, justificando a ausência pela morte de um irmão dias antes, o que gerou sinais dúbios sobre sua participação.
Posteriormente, o senador sinalizou sua intenção de disputar, divulgando um vídeo onde afirmava “aceita a missão”. Contudo, o Republicanos chegou a considerar apoiar Marcelo Aro (PP) para o governo. Aro, por sua vez, participava de reuniões em Brasília em busca de apoio.
Em uma série de reviravoltas, Marcelo Aro não obteve o suporte esperado, com o PL lançando Flávio Roscoe e o próprio PP decidindo apoiar a reeleição de Mateus Simões (PSD). Diante deste cenário, Marcelo Aro agora disputará o Senado em uma candidatura avulsa, sem vinculação a chapas majoritárias.
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Fonte: https://oglobo.globo.com