O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, comentou a carta golpista divulgada pelo ex-candidato, que deixou o Brasil e se encontra nos Estados Unidos após sua derrota nas urnas.
Análise da Carta de Flávio Bolsonaro
A carta, inicialmente, continha a afirmação de Flávio Bolsonaro como “o verdadeiro presidente eleito do país”, posteriormente alterada para “líder do Brasil”. Marinho atribuiu a mudança a um possível “problema na confecção da carta”, reiterando que Flávio representa hoje a maior expressão da direita no Brasil devido ao seu desempenho eleitoral.
Coordenador do PL Reconhece Ausência de Provas de Fraude
Em relação às alegações de fraude na eleição brasileira, constantes na carta de Flávio, Rogério Marinho foi categórico ao admitir a falta de evidências. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou o senador.
O "Exílio" e as Investigações de Flávio Bolsonaro
Para o senador, as acusações de Flávio Bolsonaro na carta seriam um desabafo pela sua decisão de deixar o país. Marinho o classificou como um “exilado”, mesmo sem ordem de prisão ou saída forçada. Flávio Bolsonaro é alvo de diversas investigações, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, com destaque para envolvimento em plataformas de apostas e financiamento do filme “Dark Horse”. O término de seu mandato o deixará sem foro privilegiado e imunidade parlamentar.
Liderança da Oposição a Partir do Exterior
A partir dos EUA, Flávio Bolsonaro declarou que liderará a oposição. Marinho justificou essa decisão mencionando uma ordem judicial para Flávio entregar seus passaportes à Polícia Federal, o que, na visão do senador, impossibilitaria seu papel de liderança em solo brasileiro.
Repercussão Internacional e Posição de Donald Trump
Rogério Marinho também abordou a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que “não irá se envolver” na situação. O senador expressou a expectativa de que não haja qualquer intervenção estrangeira nos processos internos do Brasil.
A Realidade Eleitoral Confrontada com Acusações Infundadas
A carta de Flávio Bolsonaro alegava fraude por conta da extensão do horário de votação até as 19h, uma decisão do ministro Cristiano Zanin que atendeu a pedidos tanto do PL quanto do PT. A extensão adicionou apenas 34.393 votos ao total. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Organização dos Estados Americanos (OEA) e líderes internacionais reconheceram a lisura do pleito. O próprio PL, partido de Flávio, validou a vitória de Lula, que obteve mais de 64 milhões de votos contra os aproximadamente 59 milhões de Flávio.
Para mais informações sobre a política nacional e de Mato Grosso, acesse o Portal MT Política.