Eduardo Paes na Sabatina: Segurança, Relações Políticas e Planos para o Rio

Sabatina candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes ( PSD) com os entrevistad...

Em uma sabatina recente que encerrou a série de entrevistas para O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN, o então líder das pesquisas para o governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), detalhou suas propostas e defendeu sua trajetória. Durante a ocasião, o ex-prefeito abordou temas cruciais como a segurança pública, fez acusações diretas contra seu adversário Douglas Ruas (PL) e rebateu tentativas de associação a Sérgio Cabral. Também foram discutidos projetos ambiciosos na área de transporte, com destaque para a Linha 3 do Metrô.

Compromissos com a Segurança Pública

A segurança pública emergiu como um pilar central na fala de Paes. Ele prometeu “tirar o crime de dentro do Palácio Guanabara” e eliminar a influência política na área. Propôs a reformulação da Secretaria de Segurança, visando unificar os comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar. Além disso, considerou a possibilidade de incluir a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sob o guarda-chuva da pasta. O político também questionou a ideia de que a falta de serviços sociais é a raiz dos problemas de segurança e manifestou-se “totalmente a favor” da redução da maioridade penal. Em relação à classificação de organizações criminosas como “narcoterroristas”, desqualificou-a como “baboseira”. Paes indicou que, se eleito, a retomada de territórios dominados pelo crime iniciaria no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Relações Políticas e Críticas aos Adversários

Paes respondeu às tentativas de Douglas Ruas de ligá-lo a Sérgio Cabral, de quem foi secretário. Ele afirmou não ter sido “empregado” de Cabral e traçou um contraste com o que chamou de projeto político que inclui Witzel, Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, associado a Douglas Ruas. O ex-prefeito criticou a gestão Castro e figuras como Bacellar, atualmente preso em investigação. Sobre parcerias passadas com nomes como Chiquinho Brazão (condenado pelo assassinato de Marielle Franco) e Lucinha (investigada por ligação com milícias), Paes alegou que as escolhas ocorreram antes do surgimento de denúncias, agindo com exoneração ao primeiro indício.

Nacionalização da Eleição

Em relação ao cenário mais amplo, Eduardo Paes deixou claro seu desinteresse em nacionalizar a eleição do Rio. Contudo, não deixou de fazer críticas indiretas às escolhas da família Bolsonaro.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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