TSE e Nunes Marques: Defesa das Urnas Eletrônicas e Combate à IA na Eleição em Foco

O ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral — Foto: Antônio Au...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, reuniu-se com cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil. O encontro teve como pauta a defesa das urnas eletrônicas e a discussão sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no processo eleitoral, com a presença de um representante dos Estados Unidos (EUA).

Diálogo Internacional sobre a Confiabilidade Eleitoral

Esta reunião reitera a posição do ministro Nunes Marques em defesa da segurança das urnas eletrônicas, um sistema que o TSE considera um “patrimônio do povo brasileiro”. O debate ocorre em um contexto de questionamentos anteriores sobre o processo, buscando reforçar sua transparência e integridade perante a comunidade internacional.

Desafios da <b>Inteligência Artificial</b> e <b>Deepfakes</b> nas Campanhas

No encontro, o presidente do TSE também detalhou os planos de contingência da Corte para enfrentar o uso indevido de deepfakes e conteúdos gerados por inteligência artificial (IA), além do disparo em massa de desinformação nas campanhas. É esperada a fixação de um precedente para a aplicação das resoluções que vedam deepfakes, com a análise de casos emblemáticos como um vídeo por IA simulando apoio político.

Contexto Diplomático e Vistos para Observadores

O evento foi agendado após a Embaixada dos Estados Unidos procurar o TSE para tratar de uma visita de integrantes do governo americano. Anteriormente, o Itamaraty havia negado vistos a dois funcionários dos EUA que viriam discutir liberdade de expressão no contexto das eleições, um pedido que coincidiu com questionamentos às urnas eletrônicas.

Preparativos para as <b>Eleições 2026</b> e <b>Missões de Observação</b>

Em paralelo à reunião principal, o TSE iniciou uma série de encontros com diplomatas sobre as Missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais para as Eleições Gerais de 2026. Organizações como a OEA, UE, Parlasul, Uniore, Liga dos Estados Árabes e Rojae-CPLP integrarão esse grupo, reforçando o compromisso com a supervisão externa do processo democrático brasileiro. Recentemente, representantes da ONU, UE, Estados Unidos e Cuba também estiveram no TSE para tratar do tema.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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