A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento virtual para deliberar sobre a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A medida foi determinada anteriormente pelo ministro André Mendonça. O colegiado também avaliará as prisões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e suposto operador financeiro, e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da Polícia Federal (PF), acusado de facilitar acesso a informações sigilosas das investigações.
Composição do Colegiado e Implicações do Empate
Além do ministro André Mendonça, participam da votação os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não votará no processo. Em caso de empate na deliberação, o placar favorecerá Daniel Vorcaro, podendo resultar em sua soltura imediata.
Detalhes da <b>Operação Compliance Zero</b> e Novas Acusações
A mais recente prisão de Vorcaro ocorreu em 4 de outubro, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), uma entidade pública vinculada ao governo do Distrito Federal (GDF).
Intimidação e Acesso a Informações Confidenciais
A determinação de prisão pelo ministro Mendonça fundamentou-se em novos dados que apontam Vorcaro como responsável por dar ordens diretas para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários. As investigações também revelaram seu acesso prévio ao conteúdo das apurações. Mensagens apreendidas em seu celular evidenciaram ameaças ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em conversas com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, também detido na operação. Mourão atentou contra a própria vida na carceragem da PF. A investigação igualmente indicou que Vorcaro mantinha contato direto com servidores do Banco Central, recebendo informações sobre o andamento das apurações contra o Banco Master na instituição.
Histórico de Prisões e Habeas Corpus de <b>Vorcaro</b>
A primeira prisão do banqueiro ocorreu em 17 de novembro do ano passado, ao tentar embarcar em jatinho particular para Dubai, nos Emirados Árabes. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master por suspeitas de fraudes. Posteriormente, a defesa obteve um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, resultando em prisão domiciliar com monitoramento via tornozeleira eletrônica para Vorcaro.
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