PP Reafirma Neutralidade em Eleições Presidenciais e Bloqueia Candidatura de Tereza Cristina como Vice de Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no ...

A direção nacional do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial, barrando a tentativa da senadora Tereza Cristina (MS) de ser candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada por maioria após uma consulta aos diretórios estaduais, realizada depois que a parlamentar comunicou a aliados sua disposição em aceitar o posto.

A Posição do <b>PP</b> e o Acatamento de <b>Tereza Cristina</b>

Com a deliberação, o PP também decidiu não convocar uma Convenção Nacional para discutir o apoio à chapa de Flávio Bolsonaro. Em nota divulgada, a legenda afirmou que a decisão já foi comunicada e “acatada” por Tereza Cristina, líder do partido no Senado Federal.

A consulta aos estados representou a última tentativa de viabilizar a composição. Embora Tereza Cristina tenha relutado inicialmente em disputar a vice, ela comunicou a integrantes do Progressistas sua disposição de integrar a chapa. O presidente do partido, Ciro Nogueira (PP-PI), após consultar a Executiva Nacional e constatar a defesa majoritária pela neutralidade, levou a questão aos diretórios estaduais antes da decisão final.

Impacto na Estratégia do <b>PL</b>

O resultado representa um revés significativo para a estratégia do PL, que buscava atrair a federação formada por PP e União Brasil. A cúpula do PL via Tereza Cristina como o “nome ideal” para a vice, devido ao seu trânsito com o Centrão e o setor do agronegócio, elementos cruciais para a ampliação do apoio a Flávio Bolsonaro.

Impasse Estatutário e Críticas Internas

Além da decisão política, o PP apontou um obstáculo estatutário. O regimento da legenda exige antecedência mínima de oito dias para a convocação de uma Convenção Nacional. Com o encerramento do período de convenções em 5 de agosto, dirigentes avaliam que uma mudança seria inviável sem um consenso inexistente na direção do partido.

A Tática de Pressão Atribuída a <b>Flávio Bolsonaro</b>

Nos bastidores, integrantes da cúpula do PP classificaram a movimentação de Flávio Bolsonaro para ter Tereza Cristina como vice como uma espécie de “chantagem“. A avaliação é que o senador tentou criar publicamente um fato consumado em torno do nome da parlamentar, elevando o custo político para que a direção da legenda mantivesse sua decisão de não apoiá-lo.

Dirigentes do PP comparam essa estratégia àquela adotada por Flávio Bolsonaro em relação ao Republicanos, quando defendeu Daniella Marques para a vice mesmo sem o aval da cúpula daquela legenda. Essa leitura sugere uma tentativa de avançar sobre nomes de outros partidos para pressionar suas direções a embarcar em sua candidatura.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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