Lula Insiste em Rodrigo Pacheco para Governo de Minas Gerais, Avaliando Outras Opções

Lula insiste em lançar Pacheco ao governo de Minas — Foto: Brenno Carvalho/16-1-2025

Com o objetivo de solidificar palanques robustos para a sua reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem demonstrado forte interesse na candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao Governo de Minas Gerais. Apesar da insistência do Planalto, Pacheco, que está em processo de filiação ao União Brasil, ainda não confirmou sua decisão, mantendo o cenário político mineiro em aberto e levando o Partido dos Trabalhadores a considerar diversas alternativas.

A Insistência Presidencial em Rodrigo Pacheco

Em recentes declarações, Lula reforçou publicamente seu apoio a Pacheco. Em entrevista ao UOL, o presidente expressou seu desejo: “Eu ainda não desisti de você, Pacheco. Você sabe que nós vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas”. O senador, por sua vez, planeja sua saída do PSD e a filiação ao União Brasil após o Carnaval, uma articulação mediada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), visando fortalecer a bancada do partido no Congresso ou disputar o executivo mineiro.

Essa mudança partidária se tornou iminente após a constatação da inviabilidade da permanência de Pacheco no PSD, especialmente com a filiação do vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado como sucessor de Romeu Zema (Novo), adversário político de Lula. No União Brasil, interlocutores indicam que Pacheco poderá alinhar-se ao projeto petista, com tempo para definir sua estratégia para as eleições.

O Cenário Incerto e as Alternativas do PT

Diante da indefinição de Pacheco, alas do PT têm discutido um “Plano B”, que inclui o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, chegou a confirmar essa aliança em suas redes sociais, citando um encontro com Edinho Silva, do diretório nacional do PT, onde teria sido reafirmado o compromisso petista de apoiar Kalil em Minas Gerais.

No entanto, o diretório do PT divulgou uma nota subsequente, esclarecendo que a reunião teve como foco a reeleição de Lula, mas não definiu palanques estaduais, enfatizando que as decisões seriam construídas em conjunto com os diretórios locais. Esse atrito provocou uma reação de Kalil, que se manifestou em suas redes, indicando que “no meu palanque só sobe quem eu quiser”.

Outras Opções em Análise

Além de Alexandre Kalil, outros nomes têm sido cogitados pelo PT. Entre eles, destacam-se as prefeitas Marília Campos (PT) de Contagem, que tem manifestado interesse em disputar o Senado, e Margarida Salomão (PT) de Juiz de Fora, que prefere concluir seu mandato municipal. Também estão em pauta as indicações de Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar, e da reitora da UFMG, Sandra Goulart. O PV, que integra uma federação com o PT, considera o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.

O deputado estadual e ex-presidente do diretório petista em Minas Gerais, Cristiano Silveira, avalia positivamente o surgimento de múltiplas opções: “Eu creio que saímos de uma condição de não ter muitas opções para uma situação que agora começam a surgir boas opções. Qualquer que seja a escolha, acho que estaremos bem representados”.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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