Republicanos Define: Cleitinho Fora da Disputa pelo Governo de MG, Partido Apoia Marcelo Aro em Aliança com PL

O senador Cleitinho — Foto: Ton Molina/Agência Senado

O partido Republicanos confirmou sua decisão de não apresentar o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo de Minas Gerais. Após um período de indefinições, e apesar da manifestação recente do parlamentar de desejo de disputar, a sigla optou por apoiar Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil do estado, na corrida eleitoral.

Articulação Política e o Acordo com Marcelo Aro

A formalização do apoio a Marcelo Aro foi impulsionada por um encontro estratégico na noite de terça-feira. Aro reuniu-se com figuras proeminentes do PL, incluindo Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, participou remotamente, reforçando a articulação. Este encontro solidificou um acordo político para que o PP lance Aro como governador, contando com o apoio formal do PL e do Republicanos.

Inicialmente, Marcelo Aro seria candidato a senador na chapa do governador Matheus Simões (PSD), mas recuou após a entrada do senador Carlos Viana (PSD) na chapa para reeleição.

Configuração da Chapa e Vagas ao Senado

Pelo cenário traçado, o Republicanos tem a prerrogativa de indicar o candidato a vice de Aro. Nomes como o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho, ou o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão estão sendo cogitados. Para as vagas ao Senado, o PL pretende indicar o deputado Domingos Sávio, enquanto a outra candidatura pode vir do Republicanos ou do PSDB, com Aécio Neves como possível nome. A reportagem tentou contato com o senador Cleitinho, mas não obteve retorno.

Avaliação Interna e a Instabilidade de Cleitinho

Internamente, o Republicanos avalia que, apesar da liderança de Cleitinho nas pesquisas eleitorais, sua instabilidade política representa um risco. A preferência recai sobre Marcelo Aro, visto como um perfil mais moderado, que não confronta a classe política, evitando críticas internas durante a campanha. Há um descontentamento com a postura de Cleitinho em relação à candidatura, interpretada como uma estratégia para justificar sua saída com a narrativa de que o ‘sistema político’ o impediu.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, expressou insatisfação partidária com a conduta do senador. “A instabilidade dele gera instabilidade e insegurança para muita gente”, afirmou, destacando o impacto para o eleitorado mineiro e para os partidos que desejavam apoiar sua candidatura. Pereira salientou que Cleitinho “sempre foi o candidato de todos, mas nunca foi candidato de si mesmo”.

Sinais Trocas e Tentativas de Negociação

Desde o final do ano passado, Cleitinho tem enviado sinais trocados sobre sua intenção de concorrer ao governo, um cenário agravado pelo recente falecimento de seu irmão, Matheus Azevedo. A expectativa do partido era por uma decisão antes da convenção estadual, mas não houve definição. Em uma carta a Marcos Pereira, Cleitinho reafirmou seu desejo de ser candidato, justificando seu silêncio público pelo luto.

Em resposta, Pereira expressou solidariedade, mas direcionou a decisão sobre a candidatura ao diretório estadual. Houve uma tentativa de negociação política com Marcos Pereira, que propôs gravar um vídeo conjunto para anunciar a candidatura de Cleitinho, sob certas condições. Contudo, Cleitinho não conseguiu comparecer para a gravação do vídeo em São Paulo, inviabilizando a condição para o anúncio público.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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