O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal que acusa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Agora, cabe ao presidente da Primeira Turma da Corte, ministro Flávio Dino, marcar a data para que o colegiado decida sobre a possível condenação do filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Denúncia da <b>PGR</b> e a <b>Pressão Internacional</b>
No julgamento, os ministros analisarão o mérito da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que contesta a atuação do ex-parlamentar nos Estados Unidos. Segundo o Ministério Público Federal, Eduardo Bolsonaro teria articulado sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — em um esforço para pressionar e intimidar o STF. Essa articulação teria ocorrido às vésperas do julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Argumentos Finais e o Posicionamento da <b>PGR</b>
A última etapa antes do julgamento foi a apresentação dos argumentos finais pela PGR e pela defesa. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que Eduardo Bolsonaro adotou uma estratégia de pressão internacional, com ameaças e articulações junto a autoridades estrangeiras, buscando beneficiar seu pai e aliados investigados.
Gonet reforçou ao STF que “O réu deixou claro que suas palavras carregavam o peso de uma execução iminente, visando desestabilizar o julgamento então em curso contra seu pai. O poder de influência ostentado e exercido por ele serviu como instrumento de pressão institucional, ultrapassando qualquer limite razoável de crítica política.”
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Fonte: https://oglobo.globo.com