Recorde da Petrobras: Descoberta na Foz do Amazonas Eleva Valor de Mercado a R$ 700 Bilhões

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras alcançou um valor de mercado histórico de R$ 700,08 bilhões no fechamento do pregão da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, na última sexta-feira (2). Este recorde foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, parte da estratégica Margem Equatorial brasileira.

Nova <b>Fronteira Exploratória</b> e Potencial na <b>Margem Equatorial</b>

A segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, gerou grande otimismo no setor. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o achado eleva as expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória no país. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, projeta que o potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode atingir 10 bilhões de barris de óleo equivalente.

Desempenho Financeiro e Superação no Cenário Global

Somente na sexta-feira, a Petrobras adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado, com as ações preferenciais avançando 2,81% e as ordinárias registrando alta de 3,25%. Este resultado consolida uma trajetória de valorização, superando recordes anteriores atingidos ao longo do ano: R$ 692,35 bilhões em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões em 14 de abril e R$ 677,24 bilhões em 30 de março.

Entre janeiro e setembro, o aumento do valor de mercado da Petrobras, somado aos proventos como dividendos e juros sobre capital próprio, resultou em uma geração de valor de aproximadamente 185% (em dólar). Esse desempenho é significativamente superior ao registrado por outras grandes petroleiras globais, incluindo Chevron (138%), ExxonMobil (138%), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%).

Controvérsias Ambientais e Ação do <b>MPF</b>

Apesar do sucesso exploratório, a Petrobras enfrenta desafios regulatórios e ambientais. O Ministério Público Federal (MPF) reiterou na Justiça o pedido de suspensão da licença ambiental para a exploração na Bacia da Foz do Amazonas. A ação, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), demanda a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.

O MPF fundamenta seu pedido em evidências de insegurança, citando um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro deste ano durante a operação de uma sonda na região. Adicionalmente, os procuradores argumentam a ausência de consulta prévia, livre e informada a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um direito assegurado pela Convenção nº 169 da OIT.

Para acompanhar as últimas notícias sobre política energética e os desdobramentos no cenário nacional, acesse o Portal MT Política.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE