Durante a promulgação da **Emenda Constitucional** 141 de 2026, que pôs fim à **escala 6×1** no Brasil, o presidente do **Congresso Nacional**, senador **Davi Alcolumbre** (União-AP), quebrou o protocolo oficial para prestar uma emocionante homenagem ao senador **Paulo Paim** (PT-RS).
O Reconhecimento a Paulo Paim
Em um gesto de profundo significado, **Alcolumbre** convidou **Paim** a sentar-se à mesa oficial da cerimônia, justificando que seu coração não permitiria deixar de reconhecer um “grande ser humano” que, por mais de quatro décadas, dedicou-se à luta por esta **conquista** dos **trabalhadores**. **Paulo Paim** possui uma vasta trajetória política, com três mandatos como senador, quatro como deputado federal e a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas na década de 1980, consolidando-se como uma figura central na defesa dos direitos laborais.
A dedicação de **Paulo Paim** à causa da redução da **jornada de trabalho** é antiga. Ainda em 1994, ele apresentou o Projeto de Lei 4.653, que visava diminuir a jornada de 44 para 40 horas semanais, embora o texto não tenha avançado à época. O senador expressou que a emoção de ver a **emenda** aprovada, que também reduz a jornada para 40 horas, é comparável à da promulgação da Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.
Com 76 anos e mais de 40 de vida pública, o senador **Paulo Paim** anunciou que deixará o **Senado** ao final desta legislatura. Ele optou por não disputar uma nova vaga pelo Rio Grande do Sul nas próximas eleições.
A Nova Emenda Constitucional e Seus Impactos
A **Emenda Constitucional** 141 de 2026, promulgada pelo **Congresso Nacional**, estabelece o fim da **escala 6×1** e institui a **escala 5×2**, com duas folgas semanais, para todos os **trabalhadores** do Brasil. A nova regra passará a valer em até dois meses.
Adicionalmente, a redução da **jornada de trabalho** de 44 para 40 horas semanais será implementada de forma escalonada, sem **redução salarial**: inicialmente para 42 horas em 60 dias e, em seguida, para 40 horas daqui a 14 meses.
Nascida da pressão das ruas e de uma demanda histórica de **trabalhadores** e **sindicatos**, a proposta obteve aprovação expressiva no **Senado**, com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário (do senador Hamilton Mourão). Apesar da oposição ter manifestado resistência inicial, a maioria de sua bancada votou a favor, demonstrando um amplo consenso político em torno da medida.
Para mais informações sobre as mudanças na legislação trabalhista e o impacto político em Mato Grosso, acesse o **Portal MT Política**.