Erika Hilton Denuncia Ataques Transfóbicos e ‘Discursos Odiosos’ na Comissão da Mulher

Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) é uma das lideranças de destaque no Congresso Nacional — Foto...

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) declarou que as críticas recebidas por sua nomeação à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foram motivadas por “discursos odiosos“, visando desviar a atenção das reais pautas femininas, como o aumento dos casos de feminicídio. O apresentador Ratinho questionou publicamente a legitimidade da parlamentar no cargo, uma postura que foi minimizada pela empresária Silvia Abravanel.

A Contaminação do Debate Parlamentar

Erika Hilton expressou que um debate potencialmente “muito produtivo” sobre suas “políticas públicas para as mulheres” e sua “contribuição para a defesa dos direitos das mulheres” foi “completamente contaminado” por um discurso de ódio. Ela inferiu que sua identidade como mulher trans foi usada para deslegitimá-la, buscando a percepção de ser “menos mulher e menos capaz” para o cargo. A deputada salientou a importância de não permitir que “mentiras, desinformação, ódio e ataques pessoais” suplantem as necessidades urgentes das mulheres brasileiras.

Questionamentos à Legitimidade e Reações da Oposição

A eleição de Erika Hilton em 11 de março para liderar a comissão gerou contestações de deputadas da oposição. Ratinho, em seu programa, questionou a escolha, usando termos ambíguos para se referir à parlamentar e argumentando que o posto “deveria ser uma mulher”. Em resposta, a oposição anunciou a intenção de apresentar um recurso para anular a eleição e uma representação no Conselho de Ética da Câmara.

A Posição de Silvia Abravanel

A empresária e pré-candidata Silvia Abravanel defendeu Ratinho, afirmando que suas declarações “não ofenderam a dignidade e nem a moral” de Erika Hilton. Abravanel sugeriu que, como figura pública na política e na televisão, a deputada deveria “aceitar também as críticas que vêm de qualquer pessoa”.

Ações Legais e Reafirmação de Condutas

Em resposta aos comentários, Erika Hilton protocolou uma ação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Ratinho, buscando investigar possíveis crimes de transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica. O apresentador, por sua vez, classificou as críticas como “lacração” e reiterou sua intenção de não mudar “o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja”. A deputada alertou para o impacto amplificado desses ataques, veiculados em rede nacional, que buscam “negação” de sua identidade de gênero e a desqualificação de sua atuação parlamentar.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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