G7: Lula Exige Maior Empenho de Países Ricos no Combate à Desigualdade Global

© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para a redução das desigualdades no mundo. O discurso foi proferido em Évian, na França, durante a Cúpula do G7, um fórum que congrega as principais economias globais, onde o presidente brasileiro foi convidado. Lula destacou o aumento da lacuna entre nações prósperas e aquelas em desenvolvimento.

Crítica à Falta de <b>Solidariedade Internacional</b>

Lula lamentou o encolhimento da solidariedade internacional diante da multiplicação de desafios globais. O presidente enfatizou a persistente disparidade entre a opulência de Évian e a realidade enfrentada por bilhões de indivíduos no Sul Global. A tarefa primordial, segundo ele, é corrigir as assimetrias de um sistema que gera riqueza em abundância, mas distribui oportunidades de maneira desigual.

Impacto de <b>Guerras</b> e Redução de <b>Financiamento Humanitário</b>

O presidente alertou para a drástica redução no financiamento de programas vitais, como o Programa Mundial de Alimentos, que perdeu 40% de seus recursos no ano anterior, e o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde, com cortes orçamentários acima de 20%. Ele criticou o desvio de foco da agenda de desenvolvimento em função de conflitos e guerras. Lula expressou preocupação com os gastos militares anuais, que somaram quase US$ 3 trilhões, valores que impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento, privando milhões de acesso adequado à alimentação, educação e saúde.

A Persistente <b>Dívida</b> dos Países em Desenvolvimento

Ainda sobre o fardo financeiro, Lula pontuou que o mundo em desenvolvimento transfere US$ 1,4 trilhão por ano em serviço da dívida externa, um montante sete vezes superior à ajuda recebida das nações ricas.

Falhas Históricas e <b>Respostas Falaciosas</b>

Lula recordou sua participação em cúpulas do G8 e G7 desde 2003, nas quais desafios complexos foram debatidos sem a construção de soluções coletivas e duradouras. Ele criticou a ascensão de discursos que promoviam a desregulamentação de mercados, o Estado mínimo e a austeridade. Atualmente, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos problemas contemporâneos.

<b>Concentração de Riqueza</b> Extrema

Como exemplo da extrema desigualdade econômica, o presidente mencionou que o primeiro trilionário do mundo detém mais riqueza que os 46% mais pobres da população mundial, ilustrando a distribuição assimétrica de oportunidades.

Lula concluiu que o desafio não reside na administração da escassez, mas sim na carência de implementação e vontade política para efetivar as direções corretas apontadas em conferências como a de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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