PF mira cobertura de R$ 4 milhões em nova operação contra Cláudio Castro por suspeitas no Rioprevidência

Entrada do condomínio em que mora o ex-governador Cláudio Castro — Foto: Fabiano Rocha / Agê...

A Polícia Federal (PF) realizou uma nova operação de busca e apreensão no condomínio Península, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, tendo como alvo o ex-governador Cláudio Castro. Desta vez, os agentes concentraram-se em uma cobertura recém-ocupada por Castro, avaliada em R$ 4 milhões. A ação está ligada a uma investigação sobre aportes suspeitos do Governo do Estado do Rio, por meio do Rioprevidência, em fundos conectados ao Banco Master.

Detalhes da Ação Policial na Cobertura

A cobertura de mais de 300 metros quadrados, que passou por recente reforma e conta com piscina e área de lazer, foi o local da diligência. Durante a operação, Cláudio Castro, acompanhado da mulher e da sogra, cooperou com as buscas, conforme seu advogado. Foram apreendidos dois celulares do ex-governador. A estimativa do valor do imóvel baseia-se na avaliação de propriedades semelhantes no mesmo endereço de luxo.

Investigação Abrangente: Rioprevidência e Banco Master

A atual operação da PF é um desdobramento da Operação Barco de Papel e apura suspeitas de fraude em aportes do Rioprevidência – responsável por aposentadorias e pensões de 235 mil beneficiários estaduais – e da Cedae, no Banco Master. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação identifica movimentações financeiras de cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024, e uma nova fase apura aplicações adicionais de aproximadamente R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024, totalizando cerca de R$ 3 bilhões em transferências suspeitas.

As Suspeitas de Fraudes Financeiras

O Banco Master foi liquidado em novembro após a prisão de seu fundador, Daniel Vorcaro, por fraudes financeiras. A Polícia Federal investiga o pagamento de propina a agentes públicos para aumentar os aportes no banco, a criação de fundos fictícios para inflar seu valor, e a utilização de uma rede de fundos de investimento para ocultar a origem dos recursos. A suspeita é que Vorcaro explorava suas conexões políticas para obter vantagens. O Rioprevidência, na época das transações, era comandado por Deivis Marcon Antunes, indicado por lideranças do União Brasil, e é um dos focos dessa complexa apuração.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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