Felipe Curi e o Novo Rumo no PL: De Preterido a Protagonista nas Eleições do Rio

Felipe Curi (chefe da Polícia Civil) e Douglas Ruas, nome do PL ao governo — Foto: Reproduçã...

Após ser preterido na chapa majoritária para o governo do Rio de Janeiro, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, recebeu um forte aceno do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro. Considerado um nome estratégico, Curi agora é impulsionado para disputar uma vaga como deputado federal, uma movimentação política que visa consolidar sua permanência na legenda e fortalecer a aliança de direita no estado.

O Apoio do PL e a Projeção de Curi

A sinalização de apoio veio em um momento crucial, marcada pela visita do secretário estadual Douglas Ruas (Cidades), indicado para encabeçar a chapa de governo, e do senador Bruno Bonetti, presidente do PL municipal do Rio. Ambos enfatizaram o potencial de Felipe Curi, prometendo o maior volume possível de recursos para sua campanha e garantindo seu protagonismo na área de segurança pública em uma eventual gestão Ruas. Bonetti destacou que Curi “será o cara que vai tocar todo o processo da segurança no governo”.

Reuniões Estratégicas e Novos Horizontes

A insatisfação de Felipe Curi por ter sido preterido na chapa governista levou a uma reunião em Brasília com Flávio Bolsonaro. Anteriormente cotado para concorrer ao Palácio Guanabara, Curi recebeu a promessa de uma possível indicação a ministro caso o PL obtenha vitória nas eleições presidenciais. Este gesto é crucial para blindar o policial do assédio de outras legendas como PP, Novo e Republicanos, que também o cobiçavam para disputas majoritárias.

Visibilidade e Potencial Eleitoral

A percepção do potencial eleitoral de Felipe Curi no PL intensificou-se após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que lhe conferiu grande visibilidade. Sua figura é vista como um ativo valioso para a sigla, tanto para a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados quanto como um “coringa” para o Senado.

Curi como 'Coringa' na Estratégia do PL

Com o novo foco na candidatura a deputado federal, Felipe Curi também emerge como uma opção para uma das vagas ao Senado, caso haja alguma desistência. O cenário mais sensível envolve o governador Cláudio Castro (PL), cujo julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente ao caso Ceperj será retomado em 10 de março, podendo resultar em sua cassação e inelegibilidade.

A formalização da filiação partidária de Felipe Curi ao PL é aguardada até 4 de abril, prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral. A chapa majoritária já anunciada no Rio inclui Douglas Ruas ao governo, Rogério Lisboa (PP) como vice, e os postulantes ao Senado, consolidando uma aliança robusta com o controle de mais da metade das prefeituras do estado.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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