A ministra do Planejamento, Simone Tebet, somou-se a outros membros do governo, como Camilo Santana (Educação) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), ao cobrar publicamente o colega da Fazenda, Fernando Haddad, para que assuma um papel central na eleição de São Paulo. A declaração de Tebet, feita após um evento no Palácio do Planalto, reforçou a percepção de indispensabilidade de Haddad no pleito paulista.
A Exigência de Tebet e o Cenário Político
Ao comentar o cenário eleitoral de São Paulo, Simone Tebet foi enfática sobre a participação do ministro da Fazenda. ‘Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. Não dá. O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência e acho que tem’, afirmou a ministra. Sua fala destaca a relevância estratégica de Haddad para os planos governistas no estado.
Enquanto pressiona Haddad, a própria Tebet já articulou com o presidente Lula sua intenção de concorrer ao Senado por São Paulo. Publicamente, ela tem se colocado à disposição do presidente tanto para disputar no estado paulista quanto em Mato Grosso do Sul, tendo até 4 de abril para a transferência de seu domicílio eleitoral.
Nomes de Peso para o Governo de São Paulo
Para a ministra do Planejamento, a eleição em São Paulo exige a presença de, no mínimo, dois nomes de grande projeção. Além de Fernando Haddad, Tebet apontou o vice-presidente Geraldo Alckmin como outra forte possibilidade para compor a chapa. ‘Não há possibilidade de ter pelo menos uma dupla em São Paulo. Uma andorinha não faz verão’, metaforizou, sublinhando a necessidade de articulação.
Indagada sobre uma possível candidatura sua ao governo paulista, Tebet reiterou que os nomes mais adequados, por histórico e proximidade com o presidente Lula, são Haddad (pelo PT) e Alckmin (por sua condição de vice). Segundo a ministra, a presença desses dois nomes no governo do estado seria crucial para ‘puxar mais votos’ para a chapa majoritária federal.
Articulações e Futuro Partidário
Uma nova conversa entre Simone Tebet e o presidente Lula sobre o cenário eleitoral está agendada para antes do Carnaval. De acordo com a ministra, o presidente tem intensificado as discussões sobre o tema com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Para sua eventual disputa ao Senado em São Paulo, Tebet poderá precisar mudar de partido, com convites do PSB em pauta e a expectativa de lideranças petistas de que ela permaneça no MDB.
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Fonte: https://oglobo.globo.com