A ex-deputada federal Silvia Nobre Lopes (PL-AP), conhecida como Silvia Waiãpi, teve sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados vetada pelo Partido Liberal (PL) no Amapá. A notícia, que a surpreendeu durante a convenção partidária, a impede de disputar as eleições, marcando um novo capítulo após a cassação de seu mandato em 2022.
O Veto do PL e a Reação de Silvia Waiãpi
Silvia Waiãpi alegou ter sido notificada da retirada de seu nome da nominata apenas no momento da convenção, já tendo inclusive providenciado nome de urna e número de candidatura. Ela afirmou que o partido mencionou um ‘parecer jurídico do PL nacional’ sem permitir acesso ao documento. Em suas redes sociais, sem citar nomes, a ex-parlamentar declarou ser ‘perseguida’ dentro do PL desde 2022 e insinuou ter sido pressionada a aceitar ‘acordos escusos’ para garantir o horário eleitoral gratuito no pleito anterior. Ela também expressou sentir-se vítima de preconceito.
A Cassação Anterior e a Lei da Ficha Limpa
A justificativa formal do PL para o veto baseia-se na Lei da Ficha Limpa. Segundo a sigla, uma análise jurídica concluiu que a condenação anterior da ex-deputada a torna inelegível por oito anos, a partir de 2022. Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia rejeitado por unanimidade um recurso de Silvia Waiãpi contra a cassação de seu mandato.
Detalhes do Uso Indevido do Fundo Eleitoral
A cassação original do mandato de Silvia Waiãpi decorreu da acusação de ter utilizado R$ 9 mil do fundo eleitoral de sua campanha de 2022 para custear uma harmonização facial em Macapá. O TSE constatou que ela falsificou a nota fiscal do procedimento, simulando um gasto inexistente para encobrir o valor real e burlar a fiscalização. A ex-coordenadora de sua campanha chegou a relatar como o procedimento foi pago. A defesa de Silvia, à época, argumentou que as acusações eram infundadas, motivadas por vingança e intrigas partidárias, além de discriminação racial.
Cenário Político no Amapá
No contexto político do Amapá, o Partido Social Democrático (PSD) confirmou a candidatura de Dr. Furlan ao governo. O PL, por sua vez, indicou Luciana Gurgel para a posição de vice-governadora na chapa, que inclui também o Podemos e o Novo. Silvia Waiãpi atribui o veto de sua candidatura a Dr. Furlan.
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Fonte: https://oglobo.globo.com