Os portos brasileiros registraram um recorde histórico de movimentação de cargas em 2025, alcançando impressionantes 1,40 bilhão de toneladas. Este volume representa um crescimento notável de 6,1% em relação às 1,32 bilhão de toneladas movimentadas no ano anterior. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em Brasília, consolidando a trajetória ascendente do setor.
Desempenho por Tipo de Carga e Commodities Chave
A análise detalhada da movimentação revela um desempenho robusto em diversas categorias. As cargas em contêineres tiveram um aumento expressivo de 7,2%, totalizando 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas cresceram 0,8%, atingindo 65,8 milhões de toneladas. No segmento de granéis, os granéis sólidos registraram uma variação de 6,3%, com 839,7 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 333 milhões de toneladas, um acréscimo de 6,1%.
Em termos de commodities, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) foram responsáveis por mais de 50% do total movimentado. A China manteve-se como o principal mercado para o minério de ferro brasileiro, absorvendo 72% do volume exportado.
Otimismo e o Papel dos Investimentos Privados
Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, o resultado é motivo de celebração e reflete uma “trajetória de crescimento do setor aquaviário“. Ele enfatizou que este cenário é fruto da “maturidade institucional do país” e do “aumento substancial dos investimentos privados” na infraestrutura portuária nos últimos anos.
Crescimento Exponencial de Investimentos
Os números corroboram a avaliação de Dias: o investimento privado em infraestrutura portuária saltou de R$ 129,3 bilhões em 2020 para R$ 234,9 bilhões no ano passado. Em contraste, o setor público elevou seus aportes de R$ 36,4 bilhões para R$ 45,1 bilhões no mesmo período. Somados, os investimentos totais passaram de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões em apenas cinco anos, demonstrando a força das parcerias público-privadas.
Projeções Futuras e Desafios da Infraestrutura
A Antaq projeta um aumento considerável na demanda por cargas conteinerizadas nos próximos quatro anos. Estudos da agência indicam que a movimentação portuária alcançará 1,44 bilhão de toneladas em 2026 e 1,59 bilhão de toneladas em 2030. Diante desse cenário, Frederico Dias ressaltou a necessidade de “aumentar e fortalecer a capacidade e a disponibilidade da infraestrutura brasileira“.
O diretor-geral alertou que “os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país”, defendendo a urgência em “melhorar os acessos” aos terminais. A autarquia está ativamente avaliando as medidas necessárias para garantir que a infraestrutura portuária acompanhe o ritmo do desenvolvimento econômico nacional.
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