O cenário geopolítico de tensões no Oriente Médio, envolvendo o conflito no Irã, não deverá comprometer as exportações da Petrobras para parceiros estratégicos como Índia, China e Coreia. A garantia foi dada por Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, que enfatizou a segurança das rotas utilizadas para estes destinos.
Análise da Diretoria sobre o <b>Conflito no Irã</b>
Em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, Schlosser afirmou não ver risco iminente para a exportação de petróleo brasileiro. Ele detalhou que a importação de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), realizada trimestralmente, possui alternativas logísticas viáveis. As opções incluem o trânsito pelo Estreito de Ormuz, Mar Vermelho ou por portos no norte do Mar Mediterrâneo, assegurando a continuidade das operações sem ameaças diretas do conflito.
<b>Volatilidade</b> e <b>Resiliência</b> no <b>Mercado de Petróleo</b>
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu a extrema volatilidade do mercado de petróleo, com projeções de preço do barril variando drasticamente entre US$ 53 e US$ 180. Contudo, ela ressaltou a necessidade de a empresa manter a resiliência para enfrentar qualquer conjuntura. Chambriard alertou contra a especulação que poderia inflacionar o preço do gás de cozinha, comparando a situação ao pânico de desabastecimento durante a pandemia de Covid-19, que não se concretizou. Sua recomendação é viver ‘um dia depois do outro, com a noite no meio’.
Resultados Financeiros e Projeções de <b>Produção</b> da <b>Petrobras</b>
Em 2025, a Petrobras registrou um ‘resultado espetacular’ com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, um aumento de quase 200% em relação a 2024 (R$ 36,6 bilhões). Magda Chambriard atribuiu o sucesso à disciplina de capital, à melhoria da eficiência e a uma lógica empresarial robusta, que garantiu a produção e entrega de produtos de forma verticalizada, mesmo com a oscilação do preço do petróleo Brent no mercado internacional. A companhia demonstrou grande resiliência ao superar todas as metas.
Um dos catalisadores para o aumento de 11% na produção de óleo e gás em 2025 foi a entrada em operação e a expansão da capacidade da FPSO Almirante Tamandaré. A meta da presidente é replicar esse avanço com outras três novas plataformas em construção em Singapura. A primeira está prevista para agosto, e a segunda ainda este ano, com expectativa de iniciar a produção no primeiro semestre de 2027. A Petrobras mantém o compromisso de acelerar as entregas através de forte parceria interna entre suas equipes.
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