Petrobras Atribui Aumento do Diesel à Guerra no Oriente Médio e Detalha Medidas de Contenção

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, esclareceu que o recente aumento no preço do diesel, anunciado nesta sexta-feira (13), é uma consequência direta do cenário de guerra no Oriente Médio. A companhia informou que os preços estão sob monitoramento e avaliação diária, e que não há previsão de reajuste para a gasolina no momento.

Impacto da Geopolítica no Preço do Diesel

Chambriard salientou que o diesel vinha em uma trajetória de redução de preço e que o conflito foi o fator determinante para a necessidade de acréscimo. Apesar das incertezas no cenário internacional, a Petrobras assegura que o fornecimento às distribuidoras está sendo cumprido, inclusive acima do pactuado, desmistificando qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais ou escassez de combustíveis.

Intervenções Governamentais para Mitigar Reajustes

O governo federal agiu prontamente para conter o impacto, zerando as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, o que representa um alívio de R$ 0,32 por litro. Adicionalmente, foi assinada uma Medida Provisória (MP) para conceder subvenção ao diesel para produtores e importadores.

Sem essas medidas de proteção ao mercado nacional, o aumento repassado às distribuidoras precisaria ser de R$ 0,70. Contudo, as ações do governo federal conseguiram reduzir esse valor, na prática, para apenas R$ 0,06, minimizando significativamente o acréscimo final.

Alerta sobre Aumentos Abusivos e Apelo aos Estados

Apesar de não haver reajuste na gasolina, a Petrobras registrou relatos de aumentos nos postos, o que considera injustificado diante da estabilidade nas entregas e ausência de elevação de preço pela estatal. Chambriard fez um apelo por sensibilidade dos agentes econômicos, alertando contra a busca especulativa por aumento de margem de lucro em momentos de alta volatilidade e reiterou que cabe às instituições de fiscalização e controle atuarem.

A presidente da estatal também reforçou que a Petrobras tem atuação limitada na cadeia de revenda final, dado que a antiga subsidiária BR Distribuidora (atual Vibra Energia) foi privatizada, impedindo a companhia de concorrer diretamente nos postos de combustíveis.

Em um apelo aos governos estaduais, Chambriard sugeriu a redução do ICMS sobre os combustíveis. Ela argumentou que, assim como o governo federal fez sua parte, os estados deveriam contribuir para amenizar o impacto no orçamento dos cidadãos, especialmente diante do aumento da arrecadação gerado pelos preços mais altos.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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