Ministro STJ Nega Acusações de Importunação Sexual em Carta a Colegas e Alega Inocência

Marco Buzzi, ministro do STJ — Foto: José Alberto/STJ

O Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atualmente sob acusações de importunação sexual, enviou uma carta aos colegas da Corte. No texto, Buzzi veementemente nega as acusações, afirmando que jamais adotou qualquer conduta que pudesse “envergonhar a família ou macular a magistratura”. O magistrado expressa estar “muito impactado” pelas notícias e informou estar internado, recebendo acompanhamento cardíaco e emocional.

A Defesa do Magistrado

Na correspondência, Buzzi relata ter tomado conhecimento dos fatos de “modo informal”, os quais categoricamente repudia. Ele destaca o sofrimento que a situação tem causado à sua família e círculo social, manifestando confiança em demonstrar sua inocência nos procedimentos já instaurados. O ministro também enfatiza sua trajetória de quase 70 anos, carreira ilibada, 45 anos de casamento e três filhas, apresentando-o como um “elemento relevante de coerência biográfica” que, segundo ele, exige cautela na avaliação das alegações.

O ministro Marco Buzzi lamenta o desgaste imposto ao STJ e a dor e angústia pessoais que vivencia. No texto, critica a divulgação prematura de informações, ressaltando a “exposição que ninguém desejaria vivenciar”.

Desdobramentos e Investigações

Em paralelo à carta, o magistrado apresentou licença médica para tratamento psiquiátrico, solicitando um afastamento do cargo por 90 dias. Essa medida ocorre em meio ao avanço das apurações conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga as denúncias contra ele.

As Acusações Formais

A primeira denúncia contra o ministro do STJ foi formalizada por uma jovem de 18 anos, que relatou ter sido vítima de importunação sexual durante férias na residência de Buzzi, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A jovem confirmou o episódio à Corregedoria. Na semana seguinte, uma segunda denúncia foi registrada no CNJ.

Contatos Questionados

Fontes internas do STJ revelaram que, após o registro da segunda denúncia, o ministro Buzzi e pessoas ligadas a ele teriam contatado outros ministros via aplicativo de mensagem. Alguns integrantes da Corte consideram esses contatos indevidos e passíveis de configurar coação no curso do processo.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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