O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
A admissão hospitalar ocorreu na manhã de sexta-feira (13), com o ex-presidente sendo socorrido por equipe do Samu devido a sintomas como febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Diagnóstico e Protocolo de Tratamento
O boletim médico divulgado no início da tarde confirmou a broncopneumonia bilateral, resultado de exames de imagem e laboratoriais. Atualmente, Bolsonaro está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
A nota médica foi assinada por uma equipe especializada, composta por cardiologista e coordenadores da UTI do hospital.
Determinações Judiciais e Segurança Hospitalar
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a presença de Michelle Bolsonaro como acompanhante, além de visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e da enteada Letícia. Esta decisão foi divulgada no mesmo dia.
A vigilância policial 24 horas do ex-presidente foi determinada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Foi expressamente proibida a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, na unidade de internação, exceto equipamentos médicos essenciais.
Repercussão e Apelo por Prisão Domiciliar Humanitária
A notícia sobre a internação de Jair Bolsonaro, que se encontra detido, foi inicialmente divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, e posteriormente confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Ao sair do hospital, Flávio Bolsonaro informou que esta internação foi a mais grave para o pai, destacando a quantidade de líquido nos pulmões. Ele criticou veementemente as condições de encarceramento na Papudinha, que, segundo sua avaliação, poderiam agravar o quadro de saúde do ex-presidente.
Em face da situação, o senador apelou à Justiça pela concessão de prisão domiciliar humanitária. Ele argumenta que o ambiente prisional impede a administração dos cuidados necessários às patologias de seu pai, que se beneficiaria de acompanhamento permanente da família e de profissionais de enfermagem em um ambiente adequado.
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