Governo Acelera Emendas Milionárias, Mas Jorge Messias É Derrotado no Senado para o STF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve sua indicação para o STF rejeitada pelo Sen...

O governo federal intensificou a liberação de emendas parlamentares destinadas ao Senado, especialmente após a definição da sabatina de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 10 de abril e a data da votação, foram empenhados R$ 2,3 bilhões em emendas individuais, de comissões do Senado e da Comissão Mista do Congresso. Entre os beneficiados, destaca-se Weverton Rocha (PDT-MA), figura próxima a Alcolumbre e relator da indicação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A aceleração, contudo, não foi suficiente para garantir a aprovação de Messias.

Liberação Recorde de Emendas Comparada a Anos Anteriores

A quantia empenhada em emendas em abril representa uma marca histórica. No ano anterior, não houve liberação de recursos nesse período, devido à aprovação tardia do Orçamento. Em 2024, o desembolso alcançou R$ 2 bilhões, já reajustados pelo IPCA, enquanto em 2023, o valor empenhado no mesmo intervalo foi de apenas R$ 7,9 milhões. Essa disparidade evidencia um esforço sem precedentes para influenciar a votação.

A Rejeição Inédita de Jorge Messias ao STF

As ações governamentais não evitaram a derrota de Messias, cuja indicação ao STF foi rejeitada por 42 votos a 34, sete aquém do necessário. Este resultado o torna o sexto nome barrado pelo Senado para o Supremo em toda a história da República. As cinco rejeições anteriores ocorreram todas em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, marcando um intervalo de 132 anos até a nova reprovação.

Articulação de Bastidores e o Papel de Davi Alcolumbre

A rejeição de Messias foi precedida por uma intensa articulação nos bastidores, atribuída ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Senadores relataram que Alcolumbre buscou parlamentares de centro, oposição e indecisos para angariar votos contrários. Pouco antes da votação, Alcolumbre chegou a prever a derrota por oito votos, uma declaração captada por microfones da Mesa Diretora. Em nota, ele esclareceu que sua previsão foi uma “opinião” dada ao líder do governo, Jaques Wagner (PT), reafirmando sua experiência em votações. Anteriormente, Alcolumbre já havia cancelado uma sabatina para Messias, inicialmente marcada para dezembro.

Fonte: https://oglobo.globo.com

Mais recentes

PUBLICIDADE