Em dezembro, os brasileiros realizaram saques de R$ 429,18 milhões referentes a valores esquecidos no sistema financeiro, conforme dados recentes do Banco Central (BC). Desde sua implementação, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 13,35 bilhões a clientes bancários, contudo, expressivos R$ 10,27 bilhões permanecem disponíveis para resgate.
Entenda o <b>Sistema de Valores a Receber</b> (SVR)
O SVR é um serviço essencial oferecido pelo Banco Central que permite a consulta de dinheiro esquecido por pessoas físicas, jurídicas ou herdeiros de pessoas falecidas em instituições financeiras como bancos, consórcios, financeiras e corretoras. Para a consulta inicial, não é necessário fazer login, bastando informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento, ou o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, mesmo que encerrada.
Em caso de resultado positivo, para verificar o montante a receber, a origem do valor e a instituição responsável pela devolução, é imprescindível acessar o sistema utilizando uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. Isso garante a segurança e a integridade dos dados.
Formas de <b>Resgate</b> e Novidades
O dinheiro esquecido pode ser resgatado por meio de três opções distintas. A primeira é entrar em contato direto com a instituição financeira detentora do valor para solicitar o recebimento. A segunda consiste em fazer a solicitação diretamente pelo próprio Sistema de Valores a Receber. Por fim, a terceira e mais recente é a função de solicitação automática de resgate, que dispensa a necessidade de consultas periódicas ou registros manuais para cada valor disponível.
A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e requer que o beneficiário possua uma chave Pix do tipo CPF. Optar por este serviço é facultativo, mas facilita o processo ao garantir que o crédito seja efetuado diretamente na conta do cidadão assim que um recurso for disponibilizado pela instituição financeira.
Principais Fontes dos <b>Valores Esquecidos</b>
As origens dos valores esquecidos são diversas, incluindo saldos em contas-correntes ou poupanças encerradas, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito, recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados, e tarifas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente. Abrange também contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas e contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas, além de outros recursos.
Perfil dos Beneficiários e Desafios de <b>Resgate</b>
Até o final de dezembro, 37.064.451 correntistas já haviam efetuado o resgate de seus valores, sendo a maioria (33.246.064) pessoas físicas. No entanto, um contingente ainda maior de 54.620.452 beneficiários, incluindo 49.593.605 pessoas físicas, não sacou os recursos a que tem direito. A maior parcela desses valores se concentra em pequenas quantias: 64,94% dos beneficiários têm direito a até R$ 10, e 23,3% a valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Apenas 1,87% possui mais de R$ 1 mil a receber.
Alerta do <b>Banco Central</b> Contra <b>Golpes</b>
O Banco Central reitera o alerta para que os cidadãos estejam vigilantes contra golpes e estelionatários que se apresentam como intermediários para o resgate de valores esquecidos. O BC enfatiza que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são inteiramente gratuitos. A instituição não envia links, não faz contato telefônico ou por qualquer outro meio para tratar sobre os valores a receber ou para solicitar a confirmação de dados pessoais. É fundamental nunca fornecer senhas, pois nenhum agente está autorizado a realizar tal pedido.
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