Dia Internacional da Mulher: Milhares Marcham em São Paulo por Fim da Violência e da Escala 6×1

© Elaine Patrícia Cruz/ABr

Milhares de mulheres se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para um ato marcando o Dia Internacional da Mulher. Apesar da chuva intensa, as manifestantes saíram em caminhada até a Praça Roosevelt, erguendo faixas que exigiam o fim da violência contra as mulheres no país. O movimento, que reverberou em diversas cidades brasileiras, teve como pautas centrais o combate ao feminicídio e a defesa de melhores condições de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1.

Combate Efetivo à <b>Violência de Gênero</b>

O ato enfatizou a urgência de medidas concretas e orçamento público para o combate à violência contra a mulher, além de políticas efetivas em todas as esferas de governo. Alice Ferreira, coordenadora do Levante Mulheres Vivas, criticou a falta de avanço nessa área, reiterando que a luta vai além de palavras e pactos, exigindo ações reais e a responsabilização dos poderes executivo, judiciário e legislativo.

Intervenções Marcantes e Criminalização da <b>Misoginia</b>

Durante a manifestação, intervenções independentes chamaram a atenção: sapatos femininos foram dispostos na avenida, simbolizando as vítimas de feminicídio no Brasil. Em outra ação, bonecas representaram crianças afetadas pela misoginia, fazendo alusão a casos controversos no judiciário. A pauta incluiu ainda a importância de um projeto de lei para tipificar a misoginia como crime, combatendo discursos de ódio, como os impulsionados por movimentos como o ‘red pill’. Em São Paulo, foram registrados 270 feminicídios, um número recorde desde 2018, evidenciando a crescente urgência e a necessidade de criminalizar a misoginia.

Pela Redução da <b>Jornada de Trabalho</b> e Fim da <b>Escala 6×1</b>

Além do fim da violência, as mulheres protestaram pela extinção da escala 6×1, pauta considerada crucial para a qualidade de vida feminina. Luana Bife, da CUT de São Paulo, destacou que a redução da jornada de trabalho é vital para as mulheres, muitas vezes responsáveis pela renda e pelos cuidados familiares, permitindo-lhes tempo para descanso, autocuidado e autodeterminação. O movimento também levantou questões como o fim da violência política e do extremismo que busca controlar corpos e vozes femininas, defendendo a soberania e autodeterminação dos povos.

Mobilização Abrangente por <b>Políticas Públicas</b>

O ato, denominado ‘Em Defesa da Vida das Mulheres’, contou com a participação de diversos movimentos sociais e sindicais, como União Nacional por Moradia Popular, Movimento de Mulheres Camponesas, UNE, Marcha Mundial das Mulheres, MAB, MST e MTST. A ativista Luana Bife reforçou a necessidade de políticas públicas permanentes e robustas, independentes de governos, para o combate efetivo às violências contra mulheres e meninas, garantindo seus direitos e sua vida digna.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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