Desemprego em 2025: 19 Estados e DF Alcançam as Menores Taxas Históricas, com Mato Grosso Liderando

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Brasil encerrou o ano de 2025 com um marco histórico no mercado de trabalho. Dezenove estados e o Distrito Federal registraram as menores taxas de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) em 2012. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem um cenário de recuperação e dinamismo econômico.

A taxa de desocupação nacional atingiu 5,6% em 2025, configurando o menor índice para o país como um todo. A pesquisa do IBGE monitora o comportamento do mercado para indivíduos com 14 anos ou mais, abrangendo diversas formas de ocupação, incluindo trabalho formal, informal e por conta própria. O critério para ser considerado desocupado exige a busca ativa por uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados, realizada em 211 mil domicílios.

Recordes de Empregabilidade por Unidade da Federação

Em 2025, diversas unidades federativas celebraram suas mínimas históricas de desemprego, indicando um vigoroso aquecimento do mercado de trabalho local. O estado de Mato Grosso se destacou, registrando a menor taxa do país, com apenas 2,2% de desocupação.

Além de Mato Grosso, outros estados que alcançaram suas menores taxas foram Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Tocantins (4,7%) e São Paulo (5%). A lista se estende a Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).

Destaques Individuais no Cenário de Empregabilidade

No balanço de 2025, Rondônia, com 3,3% de desocupação, garantiu a quarta menor taxa do país, mesmo sem superar sua mínima histórica de 3,1% registrada em 2023. Já o Amazonas, entre os estados que alcançaram as menores taxas em 2025, foi o único a repetir o índice de 8,4% de 2024, não apresentando queda em relação ao ano anterior.

Radiografia do Desemprego no Cenário Nacional

Ao analisar o panorama completo de 2025, a pesquisa do IBGE revela que 12 das 27 unidades da federação registraram taxas de desemprego abaixo da média nacional de 5,6%. Em contrapartida, 15 estados superaram esse patamar, com as maiores taxas concentradas em três estados da Região Nordeste.

Os estados com as menores taxas incluem Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). No outro extremo, Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) apresentaram as maiores taxas de desocupação, refletindo disparidades regionais significativas no mercado de trabalho brasileiro.

A Persistência da Informalidade no Mercado de Trabalho

A PNAD Contínua também joga luz sobre o nível de informalidade, que fechou o ano de 2025 em 38,1% no Brasil. Esse cenário é mais acentuado nas regiões Norte e Nordeste, onde 18 estados registraram taxas acima da média nacional. Trabalhadores informais, vale lembrar, não possuem garantias essenciais como 13º salário, seguro-desemprego e cobertura previdenciária.

Entre os estados com as maiores taxas de informalidade, destacam-se Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Em contraste, Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%) apresentaram os menores índices, evidenciando as diferentes realidades das relações de trabalho no país.

Rendimento Médio: Um Olhar sobre as Remunerações

Em 2025, o rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.560. O Distrito Federal liderou este ranking com folga (R$ 6.320), impulsionado pela alta concentração de funcionários públicos. Oito estados, incluindo Mato Grosso (R$ 3.688), registraram rendimentos acima da média nacional.

São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177) e Santa Catarina (R$ 4.091) também figuram entre os estados com as maiores remunerações. No extremo oposto, Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394) apresentaram os menores rendimentos médios, acentuando as disparidades econômicas regionais.

Conforme o analista William Kratochwill, a mínima histórica de desemprego em 2025 é um reflexo direto do ‘dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real‘, sinalizando um período de crescimento e melhoria nas condições de vida da população.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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