CPMI do INSS: Damares Alves Revela Envolvimento de Grandes Igrejas e Pastores em Fraudes

Damares Alves — Foto: Waldemir Barreto/ Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), membro da CPMI do INSS, trouxe à tona neste domingo informações cruciais sobre as fraudes no INSS. Segundo ela, a comissão enfrenta pressões devido à identificação de líderes religiosos influentes, incluindo “grandes igrejas” e “grandes pastores“, envolvidos em desvios ilegais.

Damares detalhou ao SBT News as tentativas de atrapalhar as investigações. “Estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Quando se fala de um grande pastor, a comunidade tenta coibir a apuração, temendo a reação dos fiéis“, afirmou a senadora, ressaltando o quão isso a “machuca”.

Diante disso, a CPMI tornou-se alvo de lobbys, que visam frear o avanço das investigações. A parlamentar expressou surpresa com a dimensão dos achados: “Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que jamais imaginávamos. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito.”

Para Damares, o trabalho no Congresso com esta comissão marca uma “nova era” para as comissões parlamentares no país, prometendo “entregas” que abrangerão diferentes campos políticos.

Próximos Passos da CPMI e Balanço das Investigações

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que em fevereiro será realizado o “primeiro balanço” do relatório preliminar referente às atividades da comissão no ano anterior.

Embora o prazo de encerramento esteja previsto para março, Viana defende a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Ele considera o prazo insuficiente para analisar a vasta quantidade de documentos recebidos e ouvir todos os depoentes essenciais, visando aprofundar as apurações, rastrear patrimônio oculto e garantir justiça plena às vítimas.

Ao longo do ano passado, a comissão realizou 28 reuniões e ouviu 26 testemunhas, incluindo os ex-ministros da Previdência Carlos Lupi e Onyx Lorenzoni, cujas gestões coincidiram com a exposição e o início das irregularidades, respectivamente.

No mês anterior, Viana antecipou parte dos resultados esperados no relatório final, mencionando a análise de 4.800 documentos e a identificação de 108 empresas suspeitas. Ele também informou que solicitará ao STF a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado com indícios de irregularidades.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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