Em depoimento à CPI do Crime Organizado do Senado, João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, negou que a gestora fosse uma empresa de fachada. Ele afirmou que o Banco Master era apenas ‘um cliente’ e que a Reag sempre operou com alta governança. Mansur optou por exercer seu direito ao silêncio na maioria dos questionamentos.
O empresário destacou que a Reag possuía cerca de 800 funcionários, era auditada por consultorias internacionais e buscava o mais alto nível de transparência. Mansur reiterou que a empresa foi ‘penalizada por ser grande e independente’, rechaçando o uso para operações irregulares.
<b>Mansur</b> Exerce o <b>Direito ao Silêncio</b> Sob Pressão da <b>CPI</b>
Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para não responder a perguntas que pudessem levá-lo à autoincriminação, João Carlos Mansur limitou-se a ‘informações públicas’. Senadores como Fabiano Contarato (PT-ES), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Sergio Moro (União-PR) pressionaram o depoente a prestar esclarecimentos mais detalhados.
O presidente da CPI, Senador Contarato, apelou a Mansur para que apresentasse sua versão dos fatos, citando a imagem que ele transmitiria aos filhos e a importância de negar qualquer relação com o PCC, mas o empresário manteve sua estratégia.
O relator Alessandro Vieira criticou a postura do empresário, classificando o caso do Banco Master como um ‘escândalo’ e o depoimento como limitado. O Senador Sergio Moro questionou diretamente a Mansur sobre possíveis explicações para suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo fundos da gestora, questões que não foram respondidas.
Contexto das <b>Investigações</b> e a <b>Operação Compliance Zero</b>
João Carlos Mansur é investigado por operações financeiras atípicas ligadas a fundos da Reag Investimentos e transações facilitadas por empréstimos do Banco Master. Ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras relacionadas ao banco.
Apesar do silêncio de Mansur, sua presença foi considerada fundamental pela CPI para compreender o papel de gestores de fundos e operadores do mercado financeiro nas transações sob análise.
Desdobramentos e Cobrança ao <b>STF</b>
Outro depoimento esperado, o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), não ocorreu, e o convite será reforçado. Após a sessão, o relator Alessandro Vieira cobrou celeridade do STF na análise de recursos da CPI, incluindo a obrigatoriedade do depoimento de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações.
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Fonte: https://oglobo.globo.com