O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia deve ser assinado nos próximos dias, com a expectativa do governo brasileiro de que entre em vigência ainda em 2026. Esta parceria é vista como um marco para a economia e as relações exteriores do país.
Processo de Internalização e Aprovação
Para a efetivação, o acordo requer a internalização, que implica na aprovação tanto pelo Parlamento Europeu quanto pelos Congressos de cada país-membro do Mercosul. Alckmin destacou que uma votação célere no Congresso Brasileiro no primeiro semestre pode acelerar a entrada em vigor, independentemente dos demais parceiros. Os benefícios diretos para a sociedade incluem produtos mais baratos e de maior qualidade.
Potencial de Emprego e Investimento
O vice-presidente sublinhou o grande potencial do acordo para gerar emprego e atrair investimentos. Espera-se um aumento tanto dos investimentos europeus na região do Mercosul e no Brasil, quanto de investimentos brasileiros nos 27 países da Europa, fortalecendo as relações comerciais em ambas as direções.
Fortalecimento do Comércio Exterior
O pacto é visto como um reforço ao multilateralismo, distanciando-se do isolacionismo. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com uma corrente comercial de US$ 100 bilhões no ano passado. Somente a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a UE, registrando um crescimento de 5,4%. Este bloco é o principal ou segundo destino de exportação para 22 estados brasileiros, englobando 30% dos exportadores brasileiros, ou seja, mais de 9 mil empresas que empregam mais de três milhões de trabalhadores.
Sustentabilidade e Cenário Global
Alckmin pontuou que o acordo possibilita um comércio com regras claras e fortalece a sustentabilidade, ao estabelecer compromissos dos países no combate às mudanças climáticas. Em um momento geopolítico de instabilidade e conflitos, o acordo representa um caminho de cooperação e abertura comercial, valorizando a competitividade e a responsabilidade ambiental.
Reconhecimento Europeu
A aprovação do acordo foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por ampla maioria dos países da UE. Ela classificou a decisão como histórica, com o objetivo de gerar crescimento, empregos e garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias, alinhando-se aos benefícios esperados pelo lado do Mercosul.
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