Feriados Impactam Vendas do Comércio do Rio: Prejuízo de Bilhões Esperado

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro se prepara para um ano com um número significativo de feriados, incluindo 26 feriados municipais, além das datas nacionais e estaduais. Essa profusão de dias não úteis levanta preocupações no setor produtivo, com o comércio varejista fluminense projetando uma perda de faturamento superior a R$ 2 bilhões somente neste ano, conforme levantamento do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).

Impacto Econômico Detalhado

A estimativa de perda representa um valor substancial frente ao faturamento médio mensal do comércio fluminense, que gira em torno de R$ 1,4 bilhão. A cidade do Rio de Janeiro, sozinha, contribui com aproximadamente R$ 700 milhões para esse total, evidenciando a concentração do impacto na capital. A análise do SindilojasRio aponta para uma desaceleração econômica direta no setor.

Desafios Operacionais para o Comércio

O principal desafio reside no fato de muitas datas comemorativas importantes coincidirem com dias úteis, frequentemente resultando em “enforcamentos” que prolongam o período de inatividade. Isso diminui drasticamente a movimentação de pessoas nas ruas e, consequentemente, o fluxo de vendas, afetando especialmente os lojistas de rua. Além dos feriados, os 52 domingos do ano, quando grande parte do comércio não opera, somam-se a esse cenário. As projeções se estendem para 2026, com a Copa do Mundo e as eleições que também podem influenciar negativamente o volume de negócios.

A Perspectiva do SindilojasRio

Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio, destaca que, embora os feriados sejam socialmente importantes, o seu excesso é preocupante. Ele ressalta que as perdas poderiam ser ainda maiores não fosse a existência de acordos coletivos que permitem a abertura de estabelecimentos em domingos e feriados, e a crescente força do comércio eletrônico. Gonçalves enfatiza que o grande número de dias parados “prejudica a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro e dos negócios”, com impacto acentuado sobre os pequenos lojistas que tradicionalmente não abrem nesses períodos.

O presidente do SindilojasRio também observa que, durante os feriados, os gastos das famílias tendem a se voltar para atividades de lazer. Essa mudança de comportamento favorece setores como turismo, bares e restaurantes, em detrimento do comércio tradicional, que vê sua lucratividade questionada pela relação entre o custo de abertura e a receita gerada em dias festivos.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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