O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste, expressou otimismo quanto à reeleição do presidente nas eleições de outubro. Ele enfatiza que a chapa governista possui “melhores palanques” em comparação com o pleito de 2022.
Otimismo e Fortalecimento de Palanques
Dias refuta a ideia de uma disputa mais difícil este ano, citando a vantagem de estar no governo e a solidez dos apoios. Exemplos incluem os palanques em Minas Gerais, com nomes como Rodrigo Pacheco e Alexandre Kalil, além da presença de Eduardo Paes no Rio e Fernando Haddad em São Paulo. O ministro também ressaltou a experiência de Lula e do vice Geraldo Alckmin como “timoneiros” da nova corrida.
Desafios e Cenário de Pesquisas
Apesar do otimismo, o cenário não é isento de desafios. Pesquisas recentes de Datafolha e Genial/Quaest, agregadas pelo Rali, indicaram Flávio Bolsonaro à frente de Lula em um cenário simulado de segundo turno pela primeira vez. Adicionalmente, o Nordeste, tradicional “fortaleza eleitoral” do PT, mostra sinais de alerta, com queda na aprovação do governo e redução da margem sobre o adversário, em um contexto de divisão na base aliada.
Wellington Dias projeta uma polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, o que, em sua visão, torna “real” a possibilidade de vitória em primeiro turno. Ele acredita que muitos eleitores permanecem “em silêncio” e categoriza a disputa como um embate entre o “campo humano” e o “desumano“, fazendo alusão implícita à gestão da pandemia e políticas da administração anterior de Jair Bolsonaro.
Ações de Governo e Aprimoramento da Comunicação
O ministro destacou os êxitos da gestão Lula, como o retorno do Brasil ao top 10 das maiores economias mundiais e a retirada de mais de 30 milhões de pessoas da situação de fome. No entanto, reconhece que o conjunto de ações governamentais “ainda não está tendo o efeito que poderia ter” e que há espaço para aprimorar a comunicação da gestão petista.
Para Dias, a atual fase exige “afinar os instrumentos” de uma “orquestra” que possui um “bom repertório“, mas com “instrumentos desafinados“. Ele enfatiza que a responsabilidade da comunicação não deve ser centralizada, mas distribuída, utilizando pesquisas para alinhar a mensagem com a população. A meta é que cada líder e simpatizante dissemine as prioridades sociais e os positivos “efeitos econômicos” do governo, que, segundo ele, são pouco explorados publicamente.
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Fonte: https://oglobo.globo.com