André Mendonça: Lucros de Empresa Destinados a Dízimo e Obras Sociais

Ministro André Mendonça em sessão plenária no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, declarou que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Inter, são direcionados ao custeamento de obras sociais e ao dízimo da igreja. A afirmação foi feita em uma pregação compartilhada em suas redes sociais no início do mês.

Em vídeo, Mendonça detalhou que sua parte e de sua esposa no Instituto Inter será para a “consagração de um altar a Deus”. Ele especificou que 10% do lucro será separado para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação. O ministro enfatizou que essa destinação é um “testemunho perante a sociedade de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu”.

Contexto de Ética no <b>STF</b> e o Caso <b>Banco Master</b>

A declaração de André Mendonça surge enquanto o STF enfrenta discussões sobre ética e transparência. O ministro assumiu recentemente a relatoria da investigação do Banco Master, acusado de fraudes financeiras. Essa mudança ocorreu após a saída de Dias Toffoli do caso, cuja atuação gerou questionamentos devido a supostas relações com Daniel Vorcaro, proprietário do banco e principal alvo da investigação.

As controvérsias se estenderam a Alexandre de Moraes, após a revelação de que a empresa de sua esposa, a advogada Viviane Barci, firmou um contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master. Além disso, o ministro participou de um encontro de especialistas jurídicos financiado pela instituição em Nova Iorque, em 2022.

Proposta de <b>Código de Conduta</b> para <b>Tribunais Superiores</b>

Em resposta às recentes polêmicas, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, está trabalhando na elaboração de um código de conduta para os tribunais superiores. A iniciativa visa estabelecer regras mais claras sobre atividades externas, como palestras, incluindo informações sobre local, convite, patrocínio e remuneração, buscando maior transparência.

Apesar da concordância sobre a importância da transparência, há incômodo dentro da Corte com a forma como o debate está sendo conduzido. Parte dos ministros avalia que a discussão ocorre sob pressão da opinião pública e com participação externa, o que gera ressalvas quanto ao desenho da proposta e sua implementação.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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