O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a possibilidade de uma nova arquitetura para as despesas sociais do Brasil, sugerindo a fusão de benefícios existentes. A proposta, ainda em fase de estudo técnico e não submetida ao presidente Lula, visa modernizar e otimizar os programas sociais, buscando maior eficácia e sustentabilidade.
A Visão de Haddad para os Benefícios Sociais
Durante o CEO Conference Brasil 2026, Haddad indicou que a atual conjuntura econômica permite ao país uma “solução mais criativa”. Ele comparou a iniciativa ao projeto do Bolsa Família, lançado em 2003, que unificou diversos programas sob um “grande guarda-chuva”. O ministro enfatizou que o objetivo não é diminuir o gasto, mas sim tornar os programas mais eficazes e sustentáveis, alinhando-se à discussão sobre renda básica entre especialistas.
Relação com o Banco Central e o Caso Master
Haddad sublinhou a importância de “cuidar do Banco Central“, reconhecendo seu papel fundamental na economia do país. Ele esclareceu suas reflexões sobre a manutenção dos juros altos, afirmando que são análises sobre o cenário econômico e não críticas à reputação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Ação no Caso Banco Master
O ministro elogiou a atuação de Galípolo em relação às denúncias envolvendo o Banco Master. Segundo Haddad, o crescimento exponencial do banco foi estancado após a posse de Galípolo, que se deparou com uma situação preocupante e a descoberta de uma fraude de R$ 12 bilhões. O ministro ressaltou que as investigações dos órgãos competentes deverão apontar as responsabilidades pela gestão fraudulenta.
Otimismo com a Reforma Tributária
Fernando Haddad expressou grande otimismo em relação à reforma tributária, prevendo que, após sua aprovação, o Brasil figurará entre os melhores sistemas tributários do mundo. Ele destacou a atual classificação do país (184º entre 190, segundo o Banco Mundial) como “vexaminosa” e acredita que haverá um salto significativo impulsionado pela digitalização e transparência da nova legislação, que deverá estar clara para todos a partir de 1º de janeiro do próximo ano.
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