Confronto no Altar: Padre critica Nikolas Ferreira por voto no Gás do Povo; Deputado responde

Padre critica Nikolas Ferreira (PL-MG) por voto contra programa Gás do Povo — Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viu-se no centro de duas polêmicas com membros da Igreja Católica. A primeira ocorreu após críticas de um padre em Minas Gerais sobre seu voto contrário ao programa Gás do Povo. O parlamentar reagiu, rotulando a postura do religioso como a de um ‘militante no altar’. O segundo incidente envolveu outro padre que questionou uma caminhada promovida pelo deputado, provocando nova controvérsia e reações no meio político.

A Crítica ao Voto no <b>Gás do Povo</b>

O padre Flávio Ferreira Alves, da Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG), criticou abertamente Nikolas Ferreira por sua oposição ao programa Gás do Povo. Durante uma missa, o religioso chegou a pedir que fiéis que apoiassem o parlamentar deixassem a igreja, alegando que ‘não mereciam’ receber a eucaristia. Em resposta, Nikolas Ferreira utilizou as redes sociais para rebater as declarações, descrevendo-as como uma ‘heresia’ e afirmando que o padre ‘se porta como um militante no altar’.

A Diocese de Caratinga, por sua vez, emitiu uma nota oficializando o ocorrido como um ‘fato isolado’ e atribuindo as declarações do padre a um momento de ‘forte emoção’. O comunicado reafirmou o compromisso da igreja com a democracia e a pluralidade de opiniões, informando que o sacerdote expressou profundo arrependimento e pediu perdão à comunidade e aos fiéis que se sentiram ofendidos, reforçando que a eucaristia é sacramento de unidade e não de divisão.

Entenda o Programa <b>Gás do Povo</b>

O Gás do Povo é uma iniciativa do governo federal que visa distribuir botijões de gás (GLP) gratuitamente a aproximadamente 15,5 milhões de famílias cadastradas no CadÚnico. Esse programa substitui o modelo anterior do vale-gás, que consistia em depósitos financeiros diretos na conta dos beneficiários. A medida é uma das bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Embate sobre a Caminhada a Brasília e o Porte de Armas

Em outro incidente, o padre Ferdinando Mancilio, do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, criticou Nikolas Ferreira por uma caminhada realizada em Brasília. Sem citar diretamente o deputado, o religioso questionou manifestações de indivíduos ‘sem nenhum projeto a favor do povo’, que, segundo ele, buscariam apenas o poder. A caminhada de Nikolas Ferreira, que reuniu aproximadamente 18 mil pessoas, teve como objetivo, de acordo com o parlamentar, defender a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em sua reação, Nikolas Ferreira afirmou que ao padre ‘falta intelecto ou Bíblia’ para justificar seu posicionamento. O deputado ironizou a crítica ao porte de armas, também feita por Mancilio, questionando: ‘A arma não é o mal, o mal é quem utiliza. Ou você não lembra quando Caim matou Abel (…) com uma .40? Ou quando Davi matou Golias com uma metralhadora?’ O padre Mancilio havia defendido que a arma tem a única finalidade de ferir e matar, sendo incompatível com a fé cristã.

Repercussão Política

As críticas dos religiosos a Nikolas Ferreira geraram repercussão no cenário político. O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), manifestou-se contra o padre Ferdinando Mancilio, classificando-o como um ‘padre esquerdista, comunista’ e uma ‘vergonha para a Igreja Católica’.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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