PP Desafia Veto de Lula na Regularização Fundiária Enquanto Mantém Espaço na Esplanada

Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O partido Progressistas (PP) elegeu como uma das principais bandeiras para o retorno das atividades no Congresso Nacional a articulação para derrubar o veto de Lula a um crucial projeto de regularização fundiária na faixa de fronteira. Essa mobilização acontece mesmo com a legenda mantendo filiados em cargos estratégicos no governo federal, o que delineia um cenário de complexas dinâmicas políticas.

O Posicionamento do PP Contra o Veto Presidencial

A senadora Tereza Cristina reafirmou a posição do PP, classificando a decisão do governo como ‘injusta e prejudicial’ a milhares de pequenos produtores rurais em todo o país. Ela argumenta que o veto ignora um acordo parlamentar prévio, construído com ampla maioria. Segundo a parlamentar, a medida é ‘irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo’, e o partido não abrirá mão da ‘defesa da segurança jurídica e do direito de quem vive do trabalho no campo’.

Para a bancada do PP, a regularização fundiária na faixa de fronteira é vital para assegurar prosperidade, acesso a crédito e estabilidade para os produtores rurais, um tema que ressoa fortemente nas bases eleitorais do agronegócio e do interior do Brasil.

A Contradição: Distanciamento Político e Permanência na Esplanada

A iniciativa do PP de contestar o veto se insere em um contexto de maior distanciamento político em relação ao governo Lula. Em setembro de 2025, a federação composta pelo Progressistas e pelo União Brasil oficializou sua saída da base aliada no Congresso Nacional. A determinação interna, comunicada por Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), exigiu que todos os membros com mandatos renunciassem aos seus postos no Executivo federal, incluindo ministérios, visando alinhar as legendas a um projeto de centro-direita, especialmente em vista das próximas eleições.

Entretanto, a execução desse ‘desembarque’ tem sido apenas parcial. Apesar da orientação partidária, o deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca, decidiu manter sua posição na Esplanada. Essa escolha levou o partido a afastá-lo de funções executivas internas, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório maranhense, embora ele não tenha deixado a legenda nem sua pasta ministerial. Além de Fufuca, o PP ainda conta com outros filiados em diversos cargos estratégicos em órgãos vinculados ao governo, sublinhando a complexidade das relações entre o partido e o Executivo.

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Fonte: https://oglobo.globo.com

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